terça-feira, 24 de novembro de 2009

AULA 26-11-2009

REVISÃO DA MATÉRIA PARA AVALIAÇÃO BI-MENSAL 2

terça-feira, 17 de novembro de 2009

AULA 19-11-2009

PARCERIAS ESTRATÉGICAS

Mais de meio século já decorreu desde que Peter Drucker criou o conceito sobre a empresa voltada para o cliente. Desde então muito se tem feio para obter a satisfação dos clientes. Atualmente satisfazer o cliente já não assegura competitividade. É necessário agregar valor ao cliente.

A globalização da economia proporciona oportunidades mas aumenta o nível de competição entre as empresas. A busca por competitividade cria condições para que concorrentes tradicionais juntem esforços em parcerias estratégicas que geram maior produtividade e maximizam lucros.

A parceria estratégica pode abranger várias áreas de atuação das empresas. Atualmente uma das áreas que mais parcerias desenvolve é a de R&D (Research and Development) - Pesquisas e desenvolvimento de produtos. Os custos para obtenção de novas tecnologias e produtos são compartilhados por duas ou mais empresas interessadas.

A parceria entre tradicionais concorrentes pode ser uma ação complexa, que requer habilidade e profissionalização para que atinja seus objetivos. No sistema financeiro vemos a Visanet, empresa especializada em meios de pagamentos, cujos principais acionistas são grandes bancos. Ainda entre Bancos, vemos os caixas eletrônicos 24 horas sendo compartilhados por vários Bancos simultaneamente, reduzindo custos e gerando conveniência para os usuários.

Na área de pesquisa por petróleo, dados os altos custos envolvido, é comum às grandes empresas do setor formar consórcios para realizar pesquisas e assim diminuir custos, mesmo tendo de dividir os resultados obtidos.

Universidades e empresas em todo o mundo unem esforços para o desenvolvimento de pesquisas e novos produtos, otimizando assim recursos e capacidade intelectual. A parceria entre Universidades e empresas tem gerado novos conhecimentos e contribuído com importantes descobertas científicas.

A economia moderna valoriza a especialização e em conseqüência fomenta a divisão do trabalho. Empresas especializadas em atividades diversas prestam serviços a empresas, governos e instituições em geral, agregando valor aos usuários de seus serviços. Provavelmente a área de TI (Tecnologia da Informação) reúne o maior número de empresas atuando em “outsourcing”. Buscar conhecimentos e soluções fora da empresa também é uma forma de parceria que contribui para melhorar competitividade e maximizar lucros.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

AULA 12-11-2009

QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO

A teoria da Administração tem evoluído em ritmo mais rápido do que as condições de trabalho. A qualidade de vida no trabalho tem sido pressionada pela intensa competição da economia globalizada, tornando-se um desafio gerencial. As pressões de rotinas desgastantes e busca incessante por resultados acabam por afetar as condições de trabalho na maioria das empresas. O progresso tecnológico tem gerado facilidades na execução do trabalho, mas também transformam o trabalho em um fim em si mesmo, com as pessoas tendo cada vez menos tempo para si mesmas.

A hierarquia das necessidades de Maslow (fisiológica, segurança, amor, estima e auto-realização), associa a insatisfação com o trabalho ao ambiente de trabalho e a satisfação com o conteúdo. Os fatores capazes de produzir insatisfação no trabalho compreendem: A política e a administração da empresa; estilo de liderança, condições de trabalho; salários; status e segurança no trabalho. Os fatores motivadores, geradores de satisfação abrangem: Realização, reconhecimento, responsabilidades, progresso e desenvolvimento profissional.

A qualidade de vida no trabalho recebeu grande ênfase no ocidente (Europa e America), como forma de reação a concorrência internacional (Japão), baixa qualidade, baixa produtividade e insatisfação dos consumidores. A partir do final da década de 70, a qualidade de vida no trabalho passou a ser tratada no âmbito dos programas de qualidade total que encerraram o ciclo da teoria clássica de Taylor, então prevalecente na maioria das grandes empresas.

Os pontos principais a ser considerados na Qualidade de Vida no Trabalho compreendem: Compensação competitiva e adequada, condições de trabalho, uso e desenvolvimento de capacidades, oportunidade de crescimento, segurança, integração na organização e observância dos direitos do trabalhador.

Em síntese, um bom local de trabalho e uma boa qualidade de vida no trabalho, possibilitam que as pessoas tenham além do trabalho outros compromissos em suas vidas, com a família, amigos e hobbies pessoais.

Nas palavras de FRANÇA (1997; pg. 80)

“Qualidade de vida no trabalho (QVT) é o conjunto das ações de uma empresa que envolve a implantação de melhorias e inovações gerenciais e tecnológicas no ambiente de trabalho. A construção da qualidade de vida ao trabalho ocorre a partir do momento em que se olha a empresa e as pessoas como um todo, o que chamamos de enfoque biopsicossocial. O posicionamento biopsicossocial representa o fator diferencial para a realização de diagnóstico, campanhas, criação de serviços e implantação de projetos voltados para a preservação e desenvolvimento das pessoas, durante o trabalho na empresa”.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

AULA 05-11-2009

GESTÃO PARTICIPATIVA

A idéia de gestão participativa remonta ao surgimento da democracia na Grécia antiga. Na definição de Maximiano (2006):
“Administração participativa é uma filosofia ou doutrina que valoriza a participação das pessoas no processo de tomar decisões sobre a administração das organizações.”

O envolvimento do indivíduo nos objetivos internos de uma organização com o objetivo de obter maior produtividade requer várias ações direcionadas a auto-realização do indivíduo fazendo com que ele se torne parte dela e ela parte dele. O indivíduo passa a participar nas decisões de gestão da organização e de seus resultados.

Não há consenso entre os especialistas sobre uma fórmula para implantação da administração participativa. Regra geral a implantação de gestão participativa implica em profunda mudança na cultura da empresa, requerendo adesão da alta gerência e envolvimento de todo os participantes da organização.

Os benefícios da Gestão Participativa são:
Desenvolvimento expressivo;
Participação eficaz dos trabalhadores;
Distribuição eqüitativa de responsabilidade e dos resultados;
Cultura de comunicação aberta e participativa.
Elevado grau de integração com a cultura da organização;
Decisões com participações dos interessados.
Maior competitividade.
Adesão ampla a princípios e valores comuns.

A implantação da Gestão Participativa em uma organização afeta principalmente três áreas de atuação:
Comportamento, Estrutura e Visão sistêmica.

Gestão Participativa:

A teoria clássica da Administração aprofundou a divisão do trabalho entre o trabalho manual e o trabalho mental. A divisão entre operação e gerência, embora gerou aumento na produtividade, resultou no aumento da insatisfação do trabalhador com as condições de trabalho. Essa insatisfação gerou reações por partes dos trabalhadores em forma de greves, absenteísmo e sabotagem entre outras formas de reação.

Observamos ao longo da década de l980 o surgimento no ocidente (Europa e América) dos programas de qualidade total, que visavam maior grau de satisfação com o trabalho, difundindo princípios como participação do indivíduo nas decisões e melhor qualidade de vida. Essa experiência resultou em melhorias na rentabilidade das empresas, tornando-as mais competitivas. Os bons resultados obtidos com a maior participação dos empregados e descentralização de responsabilidades encorajou a ampliação desse conceito de gestão, evoluindo em direção a Gestão Participativa.

Comparação entre a Administração Diretiva e Administração Participativa:


Clique no comparativo para amplia-lo.

ESTRATÉGIAS DE PARTICIPAÇÃO

Informação;
Envolvimento no processo decisório;
Participação na direção;
Participação nos resultados.

A gestão participativa é um dos campos mais complexos da moderna teoria geral da administração, envolvendo diversos conceitos, técnicas, experiências práticas e um amplo conteúdo filosófico. O acesso fácil a informação possibilitado pela tecnologia da informação, e a melhoria da formação dos empregados, permitem antever uma contínua evolução dessa teoria administrativa e o aumento de sua utilização nas empresas.